Sábado, 5 de Julho de 2008

guapo

Dois dos meus muitos, muitos melhores de Espanha. Niña Pastori e Alejandro Sanz (que escreveu a canção - Quando nadie me ve). Emoção e beleza é isto.



Às vezes elevo-me, dou mil rodopios,
Às vezes confino-me atrás de portas abertas.
Às vezes conto-te o porquê deste silêncio
É que às vezes sou teu e às vezes do vento.

Às vezes de um fio e às vezes de um cento
Há vezes na minha vida, juro-te que sinto:
Por que é tão difícil sentir como sinto?
Sentir como sinto que seja difícil...

Às vezes olho-te e às vezes tu deixas,
Empresta-me as tuas asas, revê os teus vestígios.
Às vezes por tudo ainda que jamais me falhe,
Às vezes sou teu e às vezes de ninguém.

Há vezes, juro-te, que deveras sinto
muito não te dar a vida inteira,
dar-te somente esses momentos.
Por que é tão difícil viver?
Só é isso, viver, só é isso, por que é tão difícil?

Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê, ponho o mundo ao contrário.
Quando ninguém me vê, a pele não me limita.
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê

Às vezes elevo-me, dou mil rodopios,
Às vezes confino-me em seus olhos
Atrás de portas abertas.
Às vezes conto-te o porquê deste silêncio
É que às vezes sou teu e às vezes do vento.

Escrevo-te dos centros de minha própria existência,
Onde nascem as ânsias, a infinita essência.
Há coisas muito tuas que eu não compreendo
E há coisas tão minhas, mas é que não as vejo.

Suponho que penso que eu não as tenho,
Não entendo minha vida, acendem-se os versos,
Que às escuras posso dizer "Desculpa, não está certo".
Não acendas as luzes pois tenho
nus a alma e o corpo.

Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê, pareço-me com a sua pele.
Quando ninguém me vê, eu penso nela também.
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê, a pele não me limita.
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê, a pele não me limita.
Quando ninguém me vê, posso ser ou não ser.
Quando ninguém me vê...

Às vezes elevo-me, dou mil rodopios,
Às vezes confino-me atrás de portas abertas.
Às vezes conto-te o porquê deste silêncio
É que às vezes sou teu e às vezes do vento.
publicado por Rui Correia às 23:39
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1 comentário:
De Co a 6 de Julho de 2008 às 11:26
beleza. a niña pastori vai anoitecer ao tom dela.

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