Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

brechtiana

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Ao ver uma inteligentíssima peça artística executada pelo meu aluno Ruben do 9ºC, e pensando como ela, entre muitas outras coisas, ilustra tão exactamente a precariedade operativa e conceptual deste modelo de gestão e de avaliação, não consegui deixar de pensar que, mesmo sem que a minha escola tenha o seu projecto educativo actualizado e operacional, documento e condição tidas por fundamentais à obtenção de desempenhos escolares competentes, os alunos continuam a aprender – e bem, como o demonstra todos os dias a maioria esmagadora. As actividades dos professores não emperram. A escola é um enxurro interminável de iniciativas. Todos se movimentam para centenas de coisas giras e importantes.
Como é possível que uma escola prospere e ganhe mais e mais desenvoltura, incompreensivelmente livre destes documentos impreteríveis?

E as paredes, descaradas, que nem tombam.


Como diz Brecht no seu "dificuldade de governar": O trigo cresceria para baixo em vez de crescer para cima.
publicado por Rui Correia às 14:08
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1 comentário:
De Fernando a 31 de Janeiro de 2009 às 00:47
Tu e o Brecht escusavam de dizer tantas verdades.

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