Quinta-feira, 2 de Abril de 2009

encalhados

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Confirma-se, desta torpe forma, o que todos prevíramos. Atónitos, sem saber o que fazer, decidiram agredir a nossa dignidade com uma violência que acreditámos impossível. Bastões contra bastiões. Chegaram à desfaçatez de explicar que vão demitir um conselho executivo que procedeu de tal forma que nem sequer lhe é levantado um acto disciplinar. Ou seja, admite-se que nada fez de errado. Como sempre dissemos. Mas demite-se porque não conseguiu criar um Conselho Geral Transitório. Como se lhe coubesse fazê-lo. Como não se consegue criar um CGT com esta equipa eleita, nomeia-se já aqui, do pé para a mão, uma equipa ad hoc que o fará e está o problema resolvido. Pois bem. Receio que o problema esteja longe de estar resolvido. É claro que contestaremos esta decisão política – porque é política. Uma deliberação histórica, única em 35 anos de democracia. Este é – mesmo - um Estado de Direito. Mas é sempre um Estado consuetudinário. Há valores que não se deixarão atropelar por quaisquer atropelos.

O peso desses mesmos quase imutáveis, antigos, valores demonstrar-se-á bem cedo. Mas terá o seu epicentro aquando da putativa constituição do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de Santo Onofre. Alguém terá de lhe pertencer. Alguém terá de se candidatar. Terá de haver pais, professores, não docentes, autarcas e parceiros disponíveis. A vileza deste acto traduzir-se-á em solidariedades e cumplicidades. Umas mais nobres, outras mais torpes. Em qualquer dos casos, ou muito me engano – e enganar-me-ia para sempre na minha vida – ou o Senhor Director Regional de Educação vai ter em breve de nomear muito mais gente do que os três ou quatro encalhados que conseguiu desencalhar para esta CAP, dias antes das férias da Páscoa. Pois, ou muito me equivoco, ou encalhado estará o barco que acabam de lançar ao mar.

Nada mais nos move. Resta-nos continuar serenamente o caminho firme. Conhecemo-nos há muitos anos. Nunca tolerámos a intolerância. Nunca transigimos com a intransigência. Tenho a maior confiança nos meus colegas. Cada um sabe exactamente como agir dentro da sua área de influência que sabe gerir. Chegámos aqui sem nunca combinar nada entre nós. As más consciências nem percebem que nunca houve nenhuma conspiração colectiva para impedir o que quer que seja. Todos tivemos a liberdade de decidir o que quer que desejassem. E decidiram sempre de acordo com a sua própria consciência. Tudo isso se mantém. Tenhamos muito orgulho na nossa elevação. Sirva esta lição de vida que nos estão a proporcionar algo que nos faça aprender. O lema da nossa escola é “saber aprender”. Façamo-lo de novo. Estejamos unidos. Preparemo-nos. O que já prevíamos vai agora começar. Quem desiste?
publicado por Rui Correia às 21:18
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2 comentários:
De Jos Mota a 3 de Abril de 2009 às 16:30
Pena, mas mesmo pena, é que não haja muitas escolas e agrupamentos como a/o vossa/o. Estaria tudo muito bem resolvido da forma mais digna e elevada que é possível.
De clara a 2 de Abril de 2009 às 21:44
Desistir?!... Não, está descansado. Cá estamos, cá estaremos, para mostrar todos os dias o nosso profissionalismo, com a serenidade de quem tem razão.
O povo diz, e bem, que ´"há mais marés do que marinheiros". E a maré tem este condão de virar, de mudar...
Como disseste no outro dia: talvez daqui a uns anos venhamos a lembrar-nos destes tempo com alegria. Que nos lembraremos deles com orgulho, tenho já a certeza.
Que orgulhosos estamos da nossa coerência! E agora, é seguir em frente. Só pode!

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