Terça-feira, 3 de Novembro de 2009

freático

A morte de Lévi-Strauss compreende o desaparecimento de uma figura cuja obra e pensamento têm em todos nós um alcance inestimável, uma secreta e freática eminência. Para todos os estudiosos das ciências sociais a sua constante e controversa presença é património indelével. O mundo deve-lhe uma melhor compreensão de si mesmo. A ciência, toda a ciência, que não apenas a das humanidades, deve-lhe o valor da humildade científica, dos seus limites e da sua extraordinária capacidade em surpreender novas razões de maravilhamento. A ciência, sempre tão vilipendiada em épocas de enorme cepticismo, teve em Claude Lévi-Strauss muito provavelmente a sua mais norteadora bússola. A dívida é insuspeitável. O que a sua obra fez em mim, por mim, durante aquele determinado momento da vida em que é preciso que alguns livros não possam deixar de ser lidos, é imensurável. Fica, evidentemente. Dívida e obra.
publicado por Rui Correia às 20:03
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