Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

CAPturas VI

Acerca de uma reunião inenarrável, plena de inutilidade, aparentemente presidida por alguém que constantemente repete que nada tem a ver com nada, e que, sabe-se lá porquê, arrastou consigo para esta assembleia dois elementos da CAP (o que estavam lá a fazer escapou-nos a todos) só me resta concordar com a conhecida máxima do Einstein:

"Só há duas coisas infinitas , o universo e a estupidez. E não tenho a certeza acerca do primeiro."

De facto já me tinham falado muitas vezes da serôdia falta de educação e boçalidade petulante de algumas destas tristes figuras que um dia decidiram, à falta de outra perspectiva de vida, brincar aos directores de escola, achando que para isso basta fazer cara séria e fingir muito. Confesso que sempre imaginei que o que me diziam tinha a ver com alguma animosidade que a situação naturalmente ocasiona, por ser tão inédita e exorbitante.

Não tem.

Excluindo - até agora - um colega jovem que me parece genuinamente interessado em saber aprender, a CAP de Sto Onofre conseguiu reunir uma selecção de individualidades digna de registo. Digo-vos: temos ali um caso de estudo. Ver uma pretensiosíssima rapariga nova a tentar explicar profissionalismo a pessoas que têm o dobro, o triplo, o quádruplo da sua experiência, seja a dar aulas, seja a vigiar exames, seja a dirigir escolas, ouvi-la arengar frases do tipo "Não queria ter de falar alto" ou "que tipo de pessoas, já nem digo professores, seríamos nós se..." para um público com o traquejo e provas dadas que aquele tem, provoca em qualquer pessoa um estarrecimento sem nome. E perceber que nem percebe que o faz...

O que mais avulta nisto tudo já nem é o atrevimento ignorante; é a humildade fingida - aquela que faz com que estas pessoas lancem para o ar frases estratégicas do tipo

"eu sei que sou incompetente" ou "eu sei que tenho conhecimentos muito limitados"

provavelmente num exercício de antecipação, desta forma evitando que os outros o façam. Por ser tão provável que sim. Subtis chantagens.

Culminar esta pusilanimidade postiça com a falta de maturidade de terminar abruptamente uma reunião para não ter de ouvir o que certamente não convém escutar é algo a que nunca tinha assistido nos meus anos de escola.

Navegamos mares nunca dantes navegados, meus amigos. Esta gentalha vê-se a si mesma como caravelas.
publicado por Rui Correia às 21:07
link deste artigo | comentar | favorito
14 comentários:
De Co a 18 de Junho de 2009 às 17:51
Senhor José Fernando de Sousa Santos: como sabe, os palermas ou são anónimos ou pseudónimos. Não é o seu caso, que dá o nome como homem e que dá a cara como pessoa. O outro infeliz que por aqui apareceu, em princípio já não volta. Se voltar, cá estaremos para termos pena dele. Pena e cadeira: pelas orelhas a baixo, claro.
De Jos de Sousa Santos a 18 de Junho de 2009 às 15:50
Boa tarde! Sou novamente o José Fernando Sousa Santos, o verdadeiro, e mais uma vez escrevo para defender a dignidade do meu nome. Confesso que fiquei bastante incomodado com os comentários do senhor "José S Santos" ou do senhor "Joel Lopes Cruz" como se pode inferir pelo mail que apresenta, ou derá que ainda terá mais algum pseudónimo para utilizar?
Pois é, a coberto de um écran as coisas ficam mais fáceis de dizer, as barbaridades que se dizem quando não é preciso dar a cara...
Lanço aqui um repto a este senhor, José, Joel, Rui ou Antunes, tanto faz... Com tantos nomes nunca se sabe, para a próxima escreva com o seu nome real, fica-lhe melhor. Espero que após isto não veja mais comentários escritos com José S. Santos. E agora que já perdi demasiado tempo com isto, vou cuidar da minha família, que era o que o senhor deveria fazer também em vez de se imiscuir em coisas sem importância, como criticar profissionais com provas dadas.
De Jos de Sousa Santos a 18 de Junho de 2009 às 11:24
Olá Rui! O meu nome é José Fernando da Silva de Sousa Santos, sou pai e trabalho no Agrupamento de Santo Onofre, no entanto, e com muita satisfação, não partilho minimamente das ideias absurdas, erradas e sem qualquer fundamento deste comentador que lamentavelmente envergonha todos os José Santos que por aí andam por este Portugal "afora"! E olhem que isso pode ser considerado um grande feito, pois somos uns quantos milhares.
Tambémm não consigo entender como é que este pai indignado se preocupa apenas com as atitudes que infere ao professor Rui, cujo profissionalismo é conhecido de todos na nossa comunidade educativa (e com provas dadas) e não se preocupa com as atitudes incompetentes e arrogantes que porventura poderão colocarão o processo de ensino/aprendizagem dos seus filhos em risco, tomadas por esta C.A.P. , tais como a dispensa das aulas em certos dias ou ainda o facto de colocar professores Encarregados de Educação a vigiarem os exames dos seus próprios filhos num claro desrespeito pela ética e pela equidade perante os restantes alunos e pais e até, indo mais longe, num claro desrespeito pela legislação que tanto defendem.
Mas como não pretendo enumerar todas as atrocidades deste género que por aqui se têm passado e que são muitas, acreditem, vou terminar após ter defendido a dignidade do meu nome. Agradeço a esse senhor "José S Santos" que tenha a hombridade de escrever com um pseudónimo, pois para "cenas tristes" já temos cá na escola quem as faça.
De Isabel Silva a 18 de Junho de 2009 às 11:05
O Sr Santos referiu que era pai. Provavelmente da APEASO, não? Então Sr. Santos, vá ao Conselho Pedagógico representar os pais e EE deste Agrupamento, ou peça ao presidente que lhe delegue essa competência. A escola precisa de pais dinâmicos e bons em Matemática! Ou não, não é boa ideia. Se calhar não. Tem de se ir pessoalmente à reunião e isso não lhe deve dar muito jeito, não é? É mais fácil atrás de um computador, não? Vá lá, Peça ao presidente da Associação de Pais para o deixar ir.
Ou o seu propósito é unicamente defender a CAP?
E tanto ódio ao "tolos" (como disse no Correntes) será porquê?
De Co a 18 de Junho de 2009 às 09:19
Este Zé Santos é dos que alimentam as milus ministeriais. Ora gaita, também nas Caldas da Rainha o Einstein tinha que fazer. Comigo, a cadeira não era a pontapé, era pelas orelhas abaixo do Zé Santos, coitado. Palerma.
De Jos S Santos a 18 de Junho de 2009 às 00:13
"...a pessoas que têm o dobro, o triplo, o quádruplo da sua experiência, seja a dar aulas, seja a vigiar exames, seja a dirigir escolas...". Esta parte é sua. Além de tudo, ainda é mentiroso? O Dr. Rui não se referiu só à experiência de gestão. Se não sabe arcar com as responsabilidades do que diz, então não diga ou não minta.
De Fernando a 17 de Junho de 2009 às 23:42
Olha, já tinhas tentado explicar. Pronto, como já não sou preciso, vou andando. Cumprimentos e um queijo da Serra.
De Fernando a 17 de Junho de 2009 às 23:36
Ó Rui, tu conheces aquela anedota do defensor do forte que veio dizer ao capitão que vinham lá mil e um índios? O capitão, estupefacto, quis saber como é que o bravo soldado contou tanto índio tão de repente, ao que o outro respondeu: "Era um à frente e uns mil atrás!" Agora explica lá ao senhor Santos que ter o quádruplo da experiência não é o mesmo que ter quatro vezes mais anos de serviço ou de idade, porque os numerais podem ser figuras de retórica. E, se ainda tiveres paciência, segreda-lhe que o vocativo é sempre separado por vírgulas. Ou melhor, não expliques: o Einstein tem razão e o vocativo não é fácil.
De Rui a 17 de Junho de 2009 às 23:28
E agora deixo-o consigo mesmo para que me insulte e eu o ignore. Por mim terminei a conversa. Tenha uma boa noite e, como é pai e eu ando muito sensível a estas coisas, cumprimentos ao seu filho ou filha.
De Rui a 17 de Junho de 2009 às 23:25
Meu amigo, tenha lá calma consigo. Já vi que lhe encomendaram o sermão. O senhor não sabe do que fala, mas fala, pois claro. Hoje passei a tarde a ouvir gente assim. É só mais um. Ponto um: eu sou absolutamente péssimo em Matemática. Nisso e em milhões de outras coisas. Não fique especialmente preocupado. Todos temos as nossas insuficiências. Menos o Sr, claro está. Importante é o que os meus alunos e os pais que comigo lidam têm a dizer de mim. O resto é bagatela de quem vai tentando, tentando até conseguir qualquer coisa. Ponto dois: no texto não me referia apenas à idade, referia-me, como lá está escrito, à experiência de liderar uma escola. E fiquei-me pelo quádruplo. Veja até onde eu podia ir. Ler não custa. Perceber é que...

Comentar post

pesquisa

 

arquivo

nós

Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
31

t&d
t&d