Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Apre, que é de menos.

Defender as especialidades médicas relacionadas com o termalismo deve entender-se como um dos mais relevantes tópicos do movimento popular que se criou contra a menorização do hospital das Caldas da Rainha.

 

Naquela que é, para mim, a melhor página da Gazeta das Caldas nos últimos anos, fica expresso com cruel eloquência o absurdo estratégico que vivemos. Centenas de negócios a fechar e a Câmara, na pessoa do vereador Hugo Oliveira, preocupada em garantir que o comércio é verde.

O que pensar? O importante não é que o comércio seja verde. O importante é que o comércio seja vivo. Nada é verde se não existir. Verdes andamos todos com a inépcia e a inércia desta administração PSD que insiste em gastar 4 milhões de euros num parque de estacionamento em frente à Câmara – a cem metros de outro parque (CCC) que nunca enche -  fazê-lo com centenas de prédios na cidade a cair e chamar a isso “regeneração urbana”.

 

Depois das obras, a cidade vai ficar linda. Linda, desde que ninguém tire os olhos do chão. E desde que não se more em Sto Onofre que fica fora da belezura toda. Porque se, obras feitas, alguém decidir levantar a cabeça verá que as paredes continuarão sujas, os prédios decrépitos e nada se faz nem pensa para contrariar isto de forma metódica, sistemática. E isto no centro da cidade. Não se apagam os graffittis, não se limpam as ruas, não se reabiilitam os prédios. Já nem ninguém clama pelo plano de pormenor do centro histórico, tal é o descrédito. O levantamento de prédios degradados da cidade está interrompido há meses porque, pasme-se, uma máquina fotográfica está para arranjo. Ninguém acredita que isto seja verdade. É. Isto não tem mesmo remédio.

 

É preciso recuperar a identidade termal desta cidade, restaurar a ambição do seu turismo de saúde, que tanto rendimento traz a tantos negócios e emprego a tantas famílias. É por isso importante que nenhuma especialidade médica relacionada com o termalismo se ausente da cidade. É inegociável.

 

Esta administração PSD não consegue fazer vingar uma única ideia.

 

Quis chamar à cidade “Caldas da Rainha, cidade termal” - veja-se o que fez às termas.

Chamou à cidade, Caldas da Rainha, cidade da cerâmica – veja-se o que fez à indústria cerâmica.

Chamou à cidade, Caldas da Rainha, cidade do comércio tradicional – veja-se o que fez ao comércio tradicional.

 

Caldas da Rainha, cidade termal, sim. Caldas da Rainha, cidade da cerâmica, sim. Caldas da Rainha, cidade Bordalo, sim. Caldas da Rainha, cidade comercial, sim. Caldas da Rainha, cidade acessível, sim. Caldas da Rainha, cidade para todas as idades, sim. Caldas da Rainha, cidade wi-fi, sim. Caldas da Rainha, cidade saudável, sim.

 

Caldas da Rainha, apre.

publicado por Rui Correia às 03:38
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