Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011

afectado

 

Importante, a encenação de “Não se brinca com o amor” (Musset) de Jorge Silva Melo, apresentada no CCC há uns dias. Sou um seguidor do encenador desde há muitos anos. Conheci-o na Figueira da Foz, em 1982, como actor de um dos filmes da minha vida, “conversa acabada” do João Botelho. Admiro o seu percurso muitíssimo e tenho-o por um dos mais aprazíveis comunicadores vivos em Portugal. Nada menos. (E, além do mais, tem essa qualidade rara de ter sido amigo do Olímpio Ferreira, em cujo funeral nos encontrámos).

 

Voltemos à sua peça. Subordinada a uma regra de visível afectação, toda a interpretação vive da fidelidade à Comédie-Française setecentista, com elementos da Comedia dell’arte. O resultado é, por tão excessivo, bastante ilusório e não foram poucas as pessoas que, no final, interpretavam como overacting, aquilo que na realidade é um exercício de fidedignidade historiográfica. Por mim, gostei muito, mais pela lição de teatro do que pelo texto – um libretto romântico ao fim ao cabo, por tão operático (operetta). Um trabalho necessário.

publicado por Rui Correia às 02:15
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