Terça-feira, 29 de Novembro de 2011

momentos

Há, pelas minhas contas, quatro coisas em que, para além da profissão, ocupo grande parte da minha vida. São coisas que me impõem por vezes um zelo e um esmero que obriga a que outras que muito me agradam fiquem por fazer. O blog é um dos primeiros a ressentir-se. Não dá para tudo. Felizmente tenho momentos em que posso, mesmo que retroactivamente, prestar homenagem a instantes inesquecíveis que me vão acontecendo. Deixo aqui um ou outro que quero preservar.

 

O lançamento do livro do meu querido amigo Francisco Silva. Homem de cultura, discreto e crítico, que escreve um livro acerca de muitas coisas e que muito divertimento me trouxe. Mas, ainda mais do que o livro, a sala de amigos do Francisco que souberam responder à chamada que merecem todas as pessoas boas e apenas essas. Que belíssimo ambiente e que circunstância perfeita para ouvir a Isabel Xavier numa eloquente apresentação da obra.

 

 

 

O honrosíssimo e inesperado convite da Universidade de Coimbra para que lá fosse dizer umas palavras em representação - veja-se só a responsabilidade - de uma geração. Na companhia dos ex-reitores Doutor Carlos Reis, Doutor Fernando Rebelo e Ana Rute Silva, jornalista premiada do Público, vejo que, coimbrismos à parte (e não "aparte", como me corrigiu um amigo melhor), aquela coisa de passar por Coimbra é etérea, sim, mas eterna e, sobretudo, terna.

 

 

O concerto na Quinta das Lágrimas da maravilhosa Maria Schneider com a orquestra de Matosinhos.

Um enquadramento perfeito num final de tarde chilreante e encantador ("the most beautiful venue of this tour").

 

 

Com amigos que foram em excursão - bem numerosa por sinal - para ver uma diva (no melhor sentido) que, no final, ainda nos deu direito a confessar-lhe a nossa antiga predilecção, foi um momento que não se esquece.

 

 

Uma conferência, a convite da biblioteca escolar e da dedicadíssima Isabel Seno, que intitulei "e-Leitor" acerca da leitura em ipad, ebooks, tablets em local escolhido por mim (a mais deliciosa sala da minha escola). Um tema que geraria depois numerosas conversas com os alunos que querem mais. Veja-se só: alunos a reservar lugar em conferências (onde é que isto vai parar?). Inesquecível.

 

 

A brilhante (nada menos do que isso) defesa de tese da minha mulher que - como diria um amigo comum recém doutorado - "arrasou", não obstante a sofisticada exigência jurídica, arquitectónica e patrimonial do seu minadíssimo objecto de estudo: a recuperação dos pavilhões do parque D. Carlos I. 

 

 

A manifestação de 24  de Novembro, feliz durante quase todo o dia e bastante agitada durante uma meia hora (já há alguns anos que me não via envolvido em cargas policiais) e que me fez regressar a um tempo que julgava desaparecido mas que insiste em retornar, creio mesmo que com menor brandura.

 

 

Aqui e ali, um ou outro pormenor criativamente mais inquietante.

 

 

Um destaque para o melhor cartaz que ali vi e que não consegui fotografar. Dizia assim:

 

"Não te preocupes. Está tudo bem."

 

 

publicado por Rui Correia às 15:25
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2 comentários:
De Isabel X a 1 de Dezembro de 2011 às 15:17
É de momentos que a vida se faz e momentos assim fazem valer a vida. Destaco alguns:
Parabéns à Cecília pela tese. A mãe e a filha estão muito bem na fotografia.
Obrigada pela referência à minha apresentação do livro do Francisco.
Também fiz greve mas à manifestação não fui. A propósito: não há (talvez) país livre sem traços de totalitarismos. Estamos numa fase em que abundam.
Obrigada por partilhares estes belíssimos momentos.
Saudades.
- Isabel X -
De Rui a 10 de Dezembro de 2011 às 03:03
Eu é que te agradeço a simpatia. Tens razão em tudo.

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