Quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

dilema

 

Vejamos. Decide-se em quem se deve votar para liderar uma escola.

 

Temos dois contendores.

  • um director experiente que conduziu essa mesma escola a um nível de qualidade consistente e serena que todos hoje unanimemente reconhecem como pacífica e irrepreensível;
  • um candidato que nos chega de uma equipa beligerante e descredibilizada, (que defendeu e consagrou), cujo tormentoso mandato, nas palavras publicadas do seu líder, correu "muito, muito mal", sublinhando ele mesmo uma avaliação da IGE embaraçosamente má.
    Ou seja:

Mais do mesmo sucesso ou mais do mesmo insucesso. Um dilema, de facto.

 

Torna-se claro que aquilo que está em causa é outra coisa qualquer que nada tem a ver com qualidade de gestão escolar. Que pena.

publicado por Rui Correia às 13:13
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4 comentários:
De Maria a 4 de Agosto de 2011 às 19:08

Enganei-me. Este comentário, que publiquei no post de baixo, era para este post. Bem, acho que serve para os dois:


Pois é. Se mais provas precisássemos da perversidade e permeabilidade ao compadrio deste modelo de gestão, teríamos agora o exemplo mais gritante e mais evidente.

É revoltante e desanimador constatar que às provas dadas de qualidade e excelência se sobrepõem mais uma vez interesses mesquinhos e aviltantes de pessoas vergonhosamente interesseiras.

Troca-se o mérito e o rigor por um favorzinho poucochinho, como um lugarzinho na direcção para nós, ou -nessa impossibilidade - para um familiar... que a vidinha está difícil.

Saberão alguns membros do CG - aqueles (vários) que só comparecem em dia de eleições e que depois nunca mais voltam ao agrupamento - que são alvo de manipulações escusas a bem do interesse de alguns?

Por quanto tempo mais terão os docentes de ver o seu destino decidido por pessoas que são alheias ao universo escolar?
De carlos herminio a 4 de Agosto de 2011 às 19:22
Rui, estou na Irlanda mas tento manter-me informado. Estou plenamente de acordo com o dilema colocado. Como todos os dilemas ha que saber de que lado estar porque qualquer que seja a decisao havera sempre quem nao fique agradado. Eu, como sempre prefiro a competencia e inteligencia. Acredito que impere o bom senso.
Um abraco do Carlos Herminio
De Anabela Martins (professora) a 5 de Agosto de 2011 às 10:39
Não posso deixar de comentar esta situação.
De facto, fico surpreendida com este empate, embora devamos respeitar os pontos de vista de cada membro do CG .
Contudo, gostaria de saber se os projectos dos candidatos foram, em tempo útil, analisados e debatidos no superior interesse do Agrupamento: alunos, assistentes operacionais, assistentes técnicos, professores, pais e EEs . Atrever-me-ia dizer que este novo modelo de gestão, com o qual não concordo em absoluto, poderia ser mais democrático. Como? Levando-se a cabo uma sondagem pela comunidade, apresentando-se publicamente os respectivos projectos, questionando pontos de vista diferentes, enfim, indo ao fundo da questão.
Estamos a falar de um Agrupamento, não de uma empresa onde quem está mal que se mude. Mudam-se alunos? Pais? Não, o elo mais fraco permanecerá - os alunos.
Defendo e sempre defendi os meus alunos e o meu Agrupamento. Sei que posso mudar, se já não me sentir em casa, mas os alunos poderão com a mesma facilidade?
Senhores do CG (espero que alguém leia) revejam os projectos e vejam em qual deles TODA a COMUNIDADE ESCOLAR está implicada. Qual o que melhor desenvolverá um trabalho de qualidade para o Agrupamento, para os nossos aprendentes. Qual o que pretende dar cumprimento ao Tratado de Lisboa. Qual o que conseguirá desenvolver um ambiente de aprendizagem que facilite e incuta as competências do aprender a aprender ao longo da vida.
Percam mais uns minutos, releiam, debatam, reflictam e decidam posteriormente a pensar em quem fica diariamente a trabalhar no Agrupamento e não e em quem tem parcerias pontuais com o Agrupamento.

De Indignada a 5 de Agosto de 2011 às 13:01
Coloca-se o futuro de uma escola, de um agrupamento, nas mãos de alguém que não sabe nada de nada da vida de uma escola, nas mãos de quem só lá aparece para votar, que conhece a escola e sabe da escola tanto como eu sei de um lagar de azeite. A troco de um "lugarzinho para um familiar" manipulam-se pessoas que, a bem dizer, não têm qualquer tipo de carácter, se tivessem votariam em quem já provou que é capaz, na excelência, nas provas dadas e não na incompetência (também já mais que mostrada!), no compadrio...
A minha indignação é tanta que não encontro palavras suficientes no dicionário de língua portuguesa para o manifestar.
Se há justiça no mundo, se é verdade que a competência é que deve singrar, senhores e senhoras do CG, pensem muito bem no destino que querem para uma escola que já foi tida como uma das melhores entre as melhores.

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