Sábado, 5 de Março de 2011

Números

Parece que mais uma vez o meu blog e o meu nome serviram de saco de areia para despejar irreprimíveis e vestais frustrações. Parece que desta vez embirraram com o facto de eu ter ido à procura de dados fiáveis que me indiquem com precisão quantos alunos andamos nós, afinal, a perder por ano. Fartei-me de ouvir lérias por parte de gente zangada e fui à procura. Tão simples como isso. Não falo em cima de lérias. Como de costume, em vez de me associarem a uma preocupação matricial que afecta toda a gente, nomeadamente em matéria de futuros horários profissionais dos meus colegas, novos e velhos, este pessoal quer à viva força que publicamente se saiba que sou um ogre maligno, verde e ranhoso, que semeia sombrias conspirações contra pessoas que, repita-se, não conheço de lado nenhum. O que tenho a dizer sobre isto é o seguinte: refiro três numeros nesse texto que tanta celeuma causou. Um sai directamente das páginas do ministério, outro sai copy paste de páginas que - embaraçosamente, acrescente-se - ainda se encontram online no negligenciado site institucional que eu inaugurei e o terceiro número resulta da atenta constatação dos totais das pautas que foram afixadas. Não tenho, pois, absolutamente nada a ver com a veracidade dos números. Apenas os retiro de onde estão. Dizer que os números estão errados demonstra bem o caos administrativo que se vive desde 2006 para cá. Tentar demonstrá-lo é, dramaticamente, revelador da incapacidade de impedir que aquilo que é publicado seja fraudulento. Mas nada disto tem qualquer interesse e compreendo bem os argumentos dos que se riem e me pedem que despreze isto tudo. Não é, pois, por isto que vos escrevo. Escrevo isto por outras duas razões bem mais importantes. A primeira é que só tenho de lidar com as criancices da minha filha de 17 meses e 12 dentes. A segunda é que há 60 planos de recuperação para crianças do primeiro ciclo da minha escola e que um órgão dito pedagógico devia ocupar-se com isto e a fazer o que lhe compete por lei, em vez de andar consecutivamente ocupado em nocturnos e rábidos onanismos blogueiros. Fica a pergunta: não haverá maneira de fazer com que se perceba que há coisas, aquelas que importa, que o que precisam é de trabalho e não de desculpas e números de circo?
publicado por Rui Correia às 01:58
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