Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Teurias

Eu bem sei que existe aquilo da liberdade de expressão e mainumseiquê, mas é preciso alguma coragem - ou desleixo editorial - para achar que um texto assim possa ser publicado nessas catacumbas em que se tornaram as páginas de comentários dos leitores do jornal público. O que é de mais também é moléstia. Em todo o caso, são umas valentes risadas seguidas de esgares de perplexidade, o que está reservado a quem esteja disposto a ler um desses depoimentos. Aí vai:

 

"Anónimo , portugal. 26.02.2011 23:10

 

ola boa noite os comentarios do pedro e verdade de vião de dar mais ouvidos aos pais??? que sempre desconfiavão do endevido, mas nunca derão ouvidos ==== sera como o desfeixo da menina Medi que desapareceu no algarve e não foi mais vista ??? porque não vaõ a capela que estava em obras , na quela altura e depreça forão as obras todas a cabadas sera que ela não esta sepultada lá dentro visto que o padre era tão amigos dos pais esta , fica aminha teuria ja a muito tempo ,". (sic)

 

Ufa...

publicado por Rui Correia às 00:36
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4 comentários:
De fj a 27 de Fevereiro de 2011 às 11:46
esta teuria parece-me padecer de alguma (tal como vi escrito há uns dias), inquerencia.
De Lúcio a 28 de Fevereiro de 2011 às 09:53
Gravidade menor, se comparada com o que ocorre nas próprias edições impressas, onde a revisão parece preocupada, apenas, com a correcção ortográfica - problema menor quando comparado com o da sintaxe, com o da coerência, por vezes no mesmo texto (na transcrição de nomes próprios estrangeiros, na indicação de idade/data, na escrita numérica em extensão e compreensão), com o do rigor semântico, etc.
De Cláudia a 28 de Fevereiro de 2011 às 11:09
A responsabilidade da edição de texto tornou-se uma aventura sem precedentes, implica, tanto pelo compromisso da língua portuguesa, quanto ao conteúdo em questão. E, na falta de idoneidade, o veículo da comunicação deve ser tratado para conter estes desastres dos formadores de opinião. A banalização dos signos gera desencontros para as futuras gerações.
As páginas escritas são os alicerces da pátria, através das expressões.
Um povo sem identidade, é um povo sem missão.
De Fernando a 28 de Fevereiro de 2011 às 15:05
Teurias? Pramor de Deus, toda a jente sabe què tiorias que sxcrebe. Esta xcoisas enritãome! E gnur antes!

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