Terça-feira, 11 de Janeiro de 2011

homo electus - radical

Cavaco Silva procura a todo o custo colar a Manuel Alegre a imagem de um extremista em tempos de cólera. E se o pretérito presidente escutasse o discurso que ele proferiu ontem na Marinha Grande chamar-lhe-ia, decerto, radical. Acontece que eu também. Radical. Contudo, Manuel Alegre não é um radical. O seu discurso é que é. E é radical na acepção matemática ou agrícola do termo. O homem desmonta com toda a clareza as esquinas em que o socialismo do centro actualmente se deixou dobrar, mercê de uma conjuntura interna e externa excepcionais – por conjuntura interna leia-se uma incontinência mal-educada do erário público e uma desarrumação arcaica da administração pública.

 

Alegre desenterra raízes enterradas da matriz socialista. E fá-lo com clareza o que, “só por si”, como dizia ontem o Miguel Portas, “para um presidente não está nada mal”. Regressar às raízes dos valores de esquerda constitui a fórmula realista de resistir e garantir as conquistas de Abril. Porque dessas, não há que abdicar, não obstante conjunturas. Como ontem se disse, precisamos de um presidente que saiba que nunca existe apenas um caminho. Esta concepção simples separa Cavaco de Alegre num abismo. Estará este Partido socialista qualificado para retornar às suas próprias raízes? Lutemos por isso. Com um x.

publicado por Rui Correia às 19:09
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2 comentários:
De Cão a 12 de Janeiro de 2011 às 12:59
Tu, Rui (grande Rui), tens tão pouco nada a ver com alegres. Não lhe(s) dês cavaco. Mandós éfe.
De Rui a 12 de Janeiro de 2011 às 13:13
Tu, Daniel, (enormérrimo Daniel), tens tão pouco nada a ver com nada teres a ver com tudo isto. Por isso é que tudo isto nos parece a todos tão pouco nada. Não é. Estou farto de achar que sim. Que é. Mas não é. Tu, ainda mais do que eu sabe-lo.

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