Quinta-feira, 9 de Dezembro de 2010

poesia

 

Creio que, para além do galardão quotidiano que é o de ter os amigos antigos que tenho, grande parte do que sei e sou aprendi-o com três drogas pesadas que são as espinhas dorsais da minha passagem pela vida. Por ordem de importância: o humor, a música e os livros.

 

Hoje, como todas as noites, sentei a minha vida toda só para ver a minha filha adormecer. Veio-me à ideia o título de uma canção mazita dos anos oitenta que dizia “I get weak in the presence of beauty”, porque, para um homem de palavra, é-me preciso, precioso, encontrar as palavras certas para as coisas. Cantei, então, para mim, em surdina, uma outra canção que me acompanha há tantos anos. E é desse estado de pura felicidade que fala essa canção. Esta.

 

publicado por Rui Correia às 03:17
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8 comentários:
De clara a 9 de Dezembro de 2010 às 07:51
É uma emoção que fica para sempre. E quando a gente pensa que já se habituou, a vida traz-nos os netos e então, Rui... Sabes lá! Recomeça com tanta intensidade...
De Hélia a 9 de Dezembro de 2010 às 21:32
Ai, os filhotes...os nossos pedacinhos de eternidade e de paraíso.
De Rui a 9 de Dezembro de 2010 às 23:11
Sabeis, evidentemente, tão bem do que falo, pois então...
De Lúcio a 10 de Dezembro de 2010 às 10:01
Terno. E lindos (os quatro).
De Inna Kosonotska a 16 de Dezembro de 2010 às 22:12
Li o texto escrito aqui e fiquei emocionada. Chorei enquento ouvia esta canção e fazia me lembrar de todo o tempo em que voce nos acompanhou. Lembro-me dos seus olhos alegres quando nos disse que ia ser pai. Lembro-me do seu rosto feliz quendo pronunciava essas palavra. Lembro-me da primeira aula em que logo nos disse: "Eu estou prestes a ser pai, por isso estou aqui convosco mas ao mesmo tempo nao estou."
Fiquei impressionada com a forma como falava daquela sua antiga esperança que se realisou depois de tanto tempo.
Sinceramente aprecio muito das musicas dos anos setesnta e oitenta, muitas vezes os meus pais me mostram o que houviam nos seus tempos.
Ao ouvir essa musica veio o meu irmao, sentou-se ao meu colo e olhava-me com os seus olhos inocentes e sinceros. Eu chorava ainda mais, ele limpava-me as lagrimas.Tocava com um dedo, e ria-se de forma pura, nao entendia o que se passava com a mana. Tocaram-me muito esses minutos de tanta paz e sinceridade.
De Rui Correia a 18 de Dezembro de 2010 às 18:47
Olá Inna. Para quem não conheça, a Inna é alguém que todos precisam de conhecer. Uma menina de grande sensibilidade, minha ex-aluna, imigrante ucraniana, apaixonada por Portugal, brilhante, inteligentíssima, determinada e com um enorme futuro pela frente. Que tudo lhe corra bem, desejo-o eu e todos quantos a conhecemos. Obrigado, moça.
De Inna Kosonotska a 20 de Dezembro de 2010 às 01:19
Ao ler este texto senti-me muito pequena. Como se eu nascesse de novo para o mundo. Talvez deve-se ao certo exagero nestas frazes que o Professor escreveu. Fiquei surpreendida. Sem palavras, algo que me acontece poucas vezes. As vezes acontecem-me coisas, determinadas situaçoes e eu nao sei como reagir, nao sei para onde dar o meu passo entao espero por um sinal que me ajude caminhar em certa direcçao.

Obrigada por tudo Professor, você nem imagina que sorte tive eu de o conhecer. Enviei-lhe uma carta pela Catarina, nao sei se ela ja lhe deu.=)
De Rui a 20 de Dezembro de 2010 às 14:54
Olá Inna. Já recebi a tua carta, sim e agradeço-te as palavras simpáticas, essas sim, exageradas, que ali quiseste expressar. Todas as decisões que tomaste até hoje conduziram-te até ao que tu és. Assim sendo, se as tomaste antes com o êxito que todos reconhecemos, é para todos nós óbvio que estarás capaz sempre de avaliar o que se passa em teu redor e tomar aquelas decisões que te tornarão sempre uma pessoa de quem gostas e te orgulhas mais e mais, mais exigente, mais madura, mas também mais serena e mais tranquila. A vida não é singela, todos o sabemos, mas o que quer que tenhas feito, no meio da maravilhosa e desconcertante complexidade do nosso mundo, fizeste-o sempre bem e continuarás a fazê-lo. Investe em ti. Sempre. Como bem sabes fazer.

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