Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010

joalharia

Arrojado, o concerto de Pedro Jóia no CCC, no último Sábado. Sem rede. Uma guitarra, um músico e um público. Um recital onde se pôde perceber não apenas o virtuosismo do instrumentista, mas também uma memória da herança norte africana, íbera, que transportamos, indelével, connosco. A conversa que entabulámos no final do concerto foi muito aprazível e, em todo o caso, pela indiscrição que a sua singular guitarra sempre suscita, algo técnica. Acessível, revelou vontade de a continuar. Transportar Carlos Paredes para a guitarra acústica clássica não é coisa que nos pareça original – eu mesmo já calcorreei essa rua, ainda que de candeia apagada – mas vê-la traduzida por um óptimo intérprete produz uma nova leitura e cria uma nova peça de arte. Foi isso que pudemos testemunhar. A meio do espectáculo distraí-me com a possibilidade de introduzir ali elementos que gerassem outra dimensão espectacular; um número de dança ou um acompanhamento visual para a fruição de uma atmosfera coincidente, coadjutora do discurso que ali escutámos, com a maior estima. Concerto destemido e curtíssimo para tanta vontade de o ouvir. Eloquente e sintético como por vezes até nem se deseja. Foi o caso.

 

publicado por Rui Correia às 22:36
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