Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010

100 mais

Há agora dois anos que escrevi isto e aqui o publiquei sob o título 98. Não lhe acrescento nada, a não ser dois anos. Siga a contagem, que para o ano serei nisto o mesmo de há dois. Sem mais, portanto, cem mais.

 

Que ninguém deve dispor de poder sem o merecer.

Que prestamos contas a nós mesmos por tudo quanto fazemos e que isso custa.

Que ninguém é condenado à morte porque escreveu um livro ou cantou uma canção.

Que podemos rir-nos de tudo, sobretudo do que há de mais sério.

Que devemos desprezar a superstição e crer na ciência percebendo com humildade que ela só não explica mais e melhor por estar na sua infância.

Que a evolução humana é o sentido da sua existência.

Que saber ler, escrever, contar e pensar são o pão para a boca de absolutamente todos.

Que a liberdade de um só serve se beneficiar a liberdade do outro.

Que defender as minorias e não as subestimar é bom.

Que o sucesso de um não pode depender do insucesso do outro.

Que conversando nos entendemos para agir.

Que em nenhum caso se tira a vida a alguém.

Que ninguém deve ser submetido contra sua vontade.

Que todos temos o dever da revolta contra a iniquidade.

Que está sempre quase tudo por fazer.

Que é melhor ter mulheres livres do que tapá-las com um pano.

Que as leis por que me rejo são ditadas por quem elejo.

Que quem rejeita isto encolhe a sua dignidade.

Que a minha orientação sexual é só isso que é e deve ser: minha.

Que nenhum homem deve tiranizar uma mulher ou um outro homem pela razão fascista da sua força.

Que a pele e a origem são diferenças tão semelhantes como todas as outras diferenças que distinguem um irmão do outro.

Que é fundamental que os nossos filhos nos ultrapassem no que temos de melhor.

Que não é aceitável que se desista de lutar por ser feliz.

Que a honestidade é um brio vencedor sobre o erro.

Que ser feliz custa muito mas vale ainda mais.

Que não falta tempo para parar depois de morrer.

 

E que é isto e mais aquilo o que é ser-se, como sou, um correlegionário republicano

publicado por Rui Correia às 12:40
link deste artigo | comentar | favorito
4 comentários:
De Mané a 4 de Outubro de 2010 às 19:23
Adorei! "cem" mais. Bj
De Isabel X a 5 de Outubro de 2010 às 00:12
Que a única coisa verdadeiramente imoral é desisitirmos de nós mesmos.

- Isabel X -
De leonor negrao a 5 de Outubro de 2010 às 15:10
Rui,
Li no Facebook da Mané. Gostei mesmo muito !
Vou partilhá -lo. Não se importa, pois não?
Obrigada.
De Hélia a 13 de Outubro de 2010 às 22:23
Muito bom... dá tanto que pensar e ao mesmo tempo é tão simples.

Comentar post

pesquisa

 

arquivo

nós

Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
31

t&d
t&d