Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

(p)isco

 

Indiferente que me tornei a um afadigado discurso pro-anti-sindico-pro-escola-anti-ministério-pro-anti-corporativo-pro-eu-anti-tu associado à educação, cheio dessa prosa refastelada auto-legitimante – como é que disse hoje aquele parvo francês? – mayonnaise verbal, é com puro júbilo que leio as crónicas de quem apenas abre a boca quando tem algo para dizer e o faz sem apógrafos, virtude cada vez mais rara num universo mediático veloz como aquele que impõe aos autores velocidade e mais velocidade (se não caem as visitas, os ratings, os stats e os hits, a alpista dos bloggers).

 

Onde me refugio para encontrar tesouros assim pensados e, ainda por cima, escritos num português irrepreensível, sem pose ou afectação absolutamente nenhumas é no blog do Fernando Nabais que não escreve tanto como devia, mas escreve como todos desejamos saber escrever. Se não concordarmos com o que ele pensa, isso de nada nos serve. A derrota está garantida. E sabem que mais? Nada há de mais moralizador do que sermos vencidos com uma luz, uma limpidez que nos clareia o detrimento da derrota. É o que nos fazem as suas reflexões sobre educação.

 

Visitem-no sempre que ele afixe um papel qualquer no seu dias do pisco (sua alcunha coimbrã). Vale sempre, sempre, a visita. Ultimamente, então, tem andado especialmente perspicaz.

 

Aqui

publicado por Rui Correia às 22:59
link deste artigo | comentar | favorito

pesquisa

 

arquivo

nós

Dezembro 2012

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
31

t&d
t&d