Quarta-feira, 8 de Setembro de 2010

17h40 - rua!

E se uma alteração de horários que tinha sido engendrada com o propósito de fazer com que todas as turmas pertencessem ao turno da manhã, deixasse de fazer sentido porque simplesmente não há espaços para que essa meritória mudança possa ser aplicada?

 

E se, mesmo assim, mesmo apesar de demonstrado o irrealismo empolgado com que fora decidida essa medida, mesmo depois de ter perdido a fundamentação que lhe dera origem, se mantivesse a tal dita alteração de horários?

 

E se, para justificar, já com inoportuna obstinação, esta mudança, se alegasse que as outras escolas entram todas às 8h30? Tudo seria um disparate, evidentemente.

 

Tornar-se-ia, aliás, especialmente disparatada se as tais escolas da cidade estivessem justamente neste instante a anunciar que vão mudar os seus horários para que os alunos entrem às 8h30m e não às 8h25m.

 

Nada justifica a alteração dos horários que ora se implementa. Como veremos em breve.

 

A forma como os horários foram concebidos foi o resultado de numerosas semanas de reflexão. Poucas medidas terão sido tão pensadas e abertamente debatidas durante tanto tempo, enquanto estive na direcção da minha escola. As implicações de uma manobra desta envergadura são numerosas e interessantíssimas. Mudar as horas dos tempos lectivos, determinar intervalos, exige não apenas uma competente ponderação pedagógica didáctica,( e quando digo competente digo quase invulnerável na sua fundamentação), como demanda o estabelecimento de inumeráveis contactos, negociados com rigorosamente todos quanto, próxima ou remotamente, viessem a ver-se envolvidos nesta operação.

 

Distribuir os tempos lectivos de forma assimétrica – 6 tempos da manhã e 5 da tarde – faz todo o sentido num contexto curricular em absolutamente nada parecido com aquele que temos. Manter esta assimetria com turmas que vêem os seus horários derramados por dois turnos, representa um prejuízo objectivo dos alunos que têm aulas à tarde.

 

Uma medida irresponsável e danosa para as turmas da tarde – já tradicionalmente molestadas – que vêem o seu turno da manhã desnecessariamente mais abarrotado que o turno da tarde dos seus colegas da manhã.

 

Trata-se de uma discriminação que, nomeadamente, um Conselho Geral ou, ao menos uma associação de pais atenta, não pode deixar de ver desaprovada.

 

 

Infelizmente, parece que estão ambos de férias.

publicado por Rui Correia às 14:40
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3 comentários:
De Santo Onofre a 8 de Setembro de 2010 às 23:32

As "inteligências" que comandam aquela escola, reflectem as "inteligências" que governam este país, (ou será ao contrário?)...

De Maria a 9 de Setembro de 2010 às 20:00

E há Conselho Geral? E há Associação de Pais? A sério?

Não se tem visto ninguém... Estarão em modo de avestruz?
De Redes a 10 de Setembro de 2010 às 20:33
Não entendi a necessidade da mudança se de facto um tempo fica por utilizar. A Raul Proença começa às 8.25. O horário ficou mais parecido com aquele.
Ao ler este artigo, não fiquei esclarecido nem sobre os prejuízos deste horário, nem sobre a superioridade do anterior. Uns e outros terão que se explicar.

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