Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

bestiais

 

Sempre que em qualquer lado se faz um referendo ao aborto, nunca há anti-abortistas. Há é os eufemistas do “pró-vida”, para dar a entender que os seus opositores, os abortistas, querem pôr na lei que é preciso fazer morrer pessoas, e que quanto mais pequeninas, melhor. Com a proibição das touradas na Catalunha é extraordinário que aqueles que querem ir a um sítio ver espetar ferros pontiagudos e coloridos em touros, escolham o eufemismo “pela liberdade” para dar a entender que os outros são "anti-liberdade". Presume-se, pois, que estes pró-liberdade lutem pela liberdade de ver furar os costados do animal. (Um touro sim, um cão, não, que é violência, mesmo que fosse criado para isso, tadito do canito). Imagino que garantir essa liberdade, nos mesmos termos, mas agora em relação aos homens seria coisa interessante de ver. Quero espetar um garfo no olho do senhor guarda nacional republicano que me passou uma multa, o fascista. Nada mais simples. Grito “Liberdade, liberdade, liberdade” e transformo-me, de repente, num pró-liberdade. Um resistente anti-fascista. Pró-liberdade.

 

E diz o el mundo que “triunfaron los animales”. Visto daqui, dá a entender que “animales” são os que perderam.

 

Por falar em animales e gente que luta pela liberdade de disparar de helicópteros contra animales. Sarah Palin diz que o Obama não tem “cojones” para resolver a questão da imigração. Diz ela que quem tem cojones é Jan Brewer. Especialistas. Temos de escutar os especialistas. Parem lá de rir. Aqui.

 

PS. Será que a senhora Palin sabe que cojones é coisa que a governadora do Arizona, Jan Brewer, por razões que se não devem à sua competência profissional, nunca terá?

publicado por Rui Correia às 00:59
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