Domingo, 11 de Abril de 2010

funduras

Excerto do

 

Um dia, duas visitas que estavam em falta há muito. Casa das histórias e as assemblages de Joana Vasconcelos no ccb. Uma expressão une estas duas narrativas: histórias de mulher. São dois nomes incomparáveis - no sentido pelo qual não é possível comparar uma com a outra. Joana Vasconcelos é um exercício jubiloso com a profundidade que a irrisão autoriza, Paula Rego chega-nos de outras, mais difíceis, profundezas. Lembro-me de ir almoçar à National Gallery (ala Sainsbury) e encher o peito de bacoquismo portugalóide ao ver as paredes do restaurante com um enorme mural da Paula Rego que presidia àquilo tudo como se ali não pertencesse, libertando sobre os comensais uma autoridade prevalecente, uma parda eminência. Enfim, seja como for, que bem se está em Cascais naquela sua casa. A convite da Ana Frazão e da Dulce Nunes que sabe da minha predilecção antiga por estas coisas, (escolhi há uns anos a Paula Rego para ilustrar o site do departamento de ciências sociais e humanas, e ainda por lá anda) voltarei lá em breve com os meus alunos e procurar perceber como se apercebem de como tudo aquilo é encantadoramente assombrado. (Já agora, a exposição temporária foi prorrogada e nela se encontram os seus mais extraordinários quadros, pelo que a visita, gratuita, à inglesa, se impõe.)

publicado por Rui Correia às 12:54
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