Terça-feira, 16 de Março de 2010

A batalha dos ardinas

 

Desabafava-me hoje alguém que nunca na vida teve de andar a trocar e a distribuir entre os colegas tantos papéis como agora. Desde actas a relatórios, de inquéritos a modelos, de convocatórias a circulares, a sua mala sofre já de obesidade mórbida e engorda da noite para o dia, sem que nenhuma consequência relevante ou, afinal, irremediável, resulte de tanto papel. E o que mais custa é ter tanta certeza de que toda esta quantidade de pasta de celulose será irreversivelmente inútil, por tão imperscrutável, dentro de poucos meses.

 

Dá que pensar quando se percebe que a parte maior desta poluição papelenta não é sequer instruída pela legislação em vigor. Custa resignarmo-nos ao bocejo daqueles que, actores da "missão impassível", nem querem sequer pensar em estudar como voltar a fazer diferente. No que nos tornámos. Que poltrões. Não saberemos olhar para nós mesmos com maior respeitabilidade? Que tacanhez. Não conseguiremos ver-nos a nós mesmos como algo mais do que ardinas administrativos?

publicado por Rui Correia às 12:16
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