Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2010

prestidigitações

Há momentos em que a única coisa que nos resta é admitir com simplicidade infeliz que os outros tinham razão e que nós não.

 

É chocante que o Presidente do governo regional da Madeira não se demita depois de um falhanço tão clamoroso e brutal das suas políticas urbanísticas. Recordemo-nos da tragédia de Entre-os-rios e da imediata reacção de Jorge Coelho, então ministro de António Guterres.

 

Mas a coisa torna-se realmente obscena quando, no meio de meia centena de lutos, o governante madeirense sugere que se camufle o impacto "lá fora", numa sorte de ilusionismo mediático. Simplesmente não sabe que vive num tempo em que não existe o "lá fora"; que hoje tudo é "cá dentro". Considerar, de resto, que as suas "canalizações" salvaram o Funchal, para além de um insulto à inteligência de absolutamente todos, constitui um expediente oratório, patético, ridículo, inaudível de mera auto-preservação política.

 

Mais uma vez não haverá responsáveis por isto. Mas há. Cada uma das mortes e a tremenda destruição do Funchal têm um responsável político inequívoco, como o demonstra este vídeo de Agosto de 2007.

 

Uma realidade assim é iniludível, caro senhor. 

 

 

 

 

 

publicado por Rui Correia às 10:39
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2 comentários:
De mané a 23 de Fevereiro de 2010 às 21:52
Querido amigo, como tenho pena que este post não seja capa de jornal nacional. Realmente é incrivel, inacreditável a complacência com que é tratado este ser.
De Fernando a 24 de Fevereiro de 2010 às 07:14
Chocante é o homem não se ter demitido ou não ter sido demitido há uma data de anos. Agora é mais assim pornográfico, por exemplo.

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