Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

civil

 

Que belíssima novidade a da candidatura ("independente, apartidária") de Fernando Nobre. Trará para o terreno uma agenda de discussão bem renovadora da bafienta atmosfera político-partidária em que todos nos mofamos. Acredito no homem, no seu percurso e sobretudo no seu invencível humanismo – que já tive o privilégio de testemunhar pessoalmente em ocasiões diferentes. Tenho do Fernando Nobre a melhor das impressões. Defendo-o há muito. A política precisa de gente eticamente maiúscula. O demais fica a cargo das duas facilidades siamesas: a indiferença e o cinismo.

 

Vejamos agora o que tem para nos dizer. E como o fará. Empresto-lhe desde já a mais sincera das expectativas.

publicado por Rui Correia às 02:03
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8 comentários:
De Fernando a 19 de Fevereiro de 2010 às 19:24
O homem merece muita admiração, sem dúvida, mas se me cheirar que isto é um frete ao Soares contra o Alegre, já é o terceiro em que não vou votar, porque no Cavaco nem que fosse a última mulher à face da terra e o Alegre como candidato é um bom poeta.
De Rui a 20 de Fevereiro de 2010 às 00:59
O meu sentido de voto fica comigo, como sempre, e é convincente a tua apreensão - ainda por cima tão partilhada por tantos que se apressaram a difundi-la - mas preocupa-me muito quando nos deixámos cair na vertigem de deixar de crer nas pessoas para nos situarmos voluptuosamente no plano das - como diriam os nossos manos espanhóis - manuebras orquestrales en la obscuridad. Para já quero escutar e ver para crer. Faço como nas passagens de nível. Páro, escuto, olho e, se tudo correr bem, então atravesso.
De Fernando a 20 de Fevereiro de 2010 às 11:47
A mim também me preocupa, sobretudo porque me acontece a mim. De resto, também vou pelas passagens de nível. Para já, gostei da apresentação e confesso que gostaria muito de ter um presidente que não tivesse sido político. Se este homem ganhar graças ao currículo que tem, pode ser que Portugal tenha evoluído um bocadinho. Mas aquilo do Soares, mmmmm.... :-)
De Rui a 20 de Fevereiro de 2010 às 12:55
Desculpa lá, mas é não conhecer nada o Fernando Nobre pretender que seja tão frivolamente "Márionetado". Se o "jogo" de uns - soaristas - é assim tão insidioso vale a pena pensar que faria parte do jogo de outros - alegristas - denegrir dessa forma, precisamente dessa forma uma candidatura absolutamente legítima e, já agora, prestigiante para um momento tão crítico como aquele que vivemos.
De Fernando a 20 de Fevereiro de 2010 às 21:42
Ó moço, vai com calma que eu até pus um "smiley", que é coisa que detesto, para ficar claro que a segunda referência ao Soares era a brincar. E é verdade que não conheço o Fernando Nobre. Também é verdade tudo o resto que dizes. E a candidatura seria sempre legítima, independentemente de vivermos um momento tão crítico. Mas sempre te digo que, sem enjeitar as minhas responsabilidades, isto de andar a trilhar os caminhos do cinismo teve a ajuda de muita gente. Confesso-te que o Fernando Nobre me deixa na incómoda posição de ser menos cínico, o que me preocupa. Mas vamos andando e vamos vendo.
De Rui a 21 de Fevereiro de 2010 às 13:44
Ó gajo, smiley sou eu em quase tudo o que te escrevo. Simplesmente, conheço o senhor. Nada me distingue como sabes nas tuas apreensões.
De Chantre a 20 de Fevereiro de 2010 às 14:56
Pois, é sedutor...
Mas, quantos desencantos se seguiram à afirmação da neutralidade partidária, da pureza ética, da boa vontade que empacota a generosa tentativa de um novo recomeço? Muitos; tantos quantos os messianismos que a história recente registou.
De Rui Correia a 20 de Fevereiro de 2010 às 15:27
Pois, é sedutor. Mas quem vai ainda em messianismos? Por que razão a idoneidade natural de alguém há-de ser venerada em vez de simplesmente reconhecida? Obrigado por comentar, Chantre.

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