Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

retrosaria

 

Numa ocasião recente tive a oportunidade de assistir in loco a algo que sempre me fascina, mas num péssimo sentido, ou seja, aquilo que é conhecido por guilty pleasure. Um conhecido meu foi recentemente nomeado para um cargo importante. Coisa de gravatas nacionais. Até há uns dias era visto por alguns como um alvo fácil que todos se recreavam em abater e desdenhar. Contam-se pelos dedos aqueles que, em determinado momento, tentaram alinhavar-me com as alfinetadas mais depreciativas sobre ele. Sem grande sucesso, de resto, porque nunca me foi difícil descoser, sem pregas, costuras destas. Nada bonito, em todo o caso.

 

Porque bonito, bonito, o tal guilty pleasure, foi assistir neste fim-de-semana a esses mesmos exaltados a dobrar a espinha servil, cumprimentando, (desta vez, sim), o senhor fulano-de-tal, como figurantes amnésicos da sua própria miudeza. Ver esse meu amigo zarpar dali com um notório enjoo, foi uma taça que, mal cheguei a casa, depositei saborosamente na minha vitrine de vitórias imerecidas. Dedais.

publicado por Rui Correia às 12:18
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