Sábado, 5 de Dezembro de 2009

o todo e o lodo

 

Com edição primeira em 1999, todos vimos com desvanecimento a série de fotografias de Yann Arthus-Bertrand, publicadas desde então um pouco por todo o mundo, com o título "A terra vista do céu". O deslumbramento completo da formidável beleza do nosso planeta traduzido num documento sem palavras é de uma eloquência e de uma beleza que se demonstram poderosas.

 

Assisti hoje, em estado de absoluto maravilhamento, ao filme "Home" do mesmo autor, que é hoje o mais conhecido fotógrafo de altitude do mundo. Entregar a palavra às imagens transforma testemunhos silentes em discursos brutais. É um novo "ver claramente visto" camoniano, mas agora descendo do céu.

 

Olharmo-nos de cima encerra uma sabedoria, uma espécie de distância, dir-se-ia existencialista, que nos aproxima daquilo que realmente somos. Ver ao ponto a que chegámos é bem mais fácil, quando é visto de alguma altitude e parece ser indispensável alguma distância do chão para ter os pés bem assentes na terra.

 

Quando assim não é, presumo que reste somente a eterna vizinhança da lama.

publicado por Rui Correia às 20:13
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