Terça-feira, 20 de Abril de 2004

o mundo é meu por um dia

Exactamente, o mundo é meu por dia. Pode parecer estranho que alguém se julgue dono de tamanha preciosidade, mas estou com muita vontade, e digo-vos mais, sinto-me mesmo com francas possibilidades de demonstrar o contrário.
Quero acreditar que todos os que se derem ao trabalho de ler esta crónica – estou em crer que serei o único, mas, e mesmo assim, não perco o norte – já passaram por uma provação semelhante ao título desta divagação.
Esta ideia apresentou-se ao meu juízo através de um pensamento muito menos erudito do que a uma vista focada pode parecer: o Homem é um ser para a morte.
Se as vidas se sobrepõem sempre em número, o mesmo não podemos dizer da sua mais valia na bolsa dos domínios dos humanos (se lerem rápido, vão perceber que dos humanos também se pode confundir com desumanos). Se morre um líder de uma qualquer organização, brada-se, se morrem 160 mil almas afegãs debaixo das inúmeras “carpetes de bombas”, elogiam-se as cirurgias bélicas.
Mas no meu mundo não vai ser assim, não. Quem declarar uma guerra dá o exemplo. Vai na frente. Será sempre o primeiro. E os lugares tenente serão sempre preenchidos pelos mais frenéticos dos apoiantes – não escapam os analistas, os editorialistas, e, aviso já, nem mesmo os que chorem muito.

Quem sabe se o mundo não quereria ser "o meu mundo" para sempre?
publicado por Rui Correia às 23:15
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