Terça-feira, 18 de Maio de 2004

alforria

Colocaram-me uma pergunta excelente, depois de terem lido o "apocalipses descartáveis": "E como é que saímos disto, sem deixarmos de viver e agir no mundo?".

Exangues e exaustos como estamos, paralisar é sempre tentador. Mas assim ficam sempre mais coisas por fazer. Uma das melhores que conheço é fazer o que há por fazer ao nosso lado. E há sempre. O que é importante, digo eu, é não pensar que só no Burundi ou na Eritreia há fomes por saciar. É preciso ver. Erguer a cabeça e levantar os olhos do chão ajuda muitíssimo a ver.

Outra coisa que podemos fazer, sobretudo se nos for pedido que ensinemos os mais novos, mais cândidos e incautos, é que aprendam direitinho como construir e ampliar a sua liberdade, que se não escravizem nas correntes dos unanimismos ou os anti-unanimismos mediáticos e que saibam cultivar esse chão úbere que é a diversidade e a tolerância, efeitos secundários de toda a alforria cultural.
publicado por Rui Correia às 18:47
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1 comentário:
De frangipani a 18 de Maio de 2004 às 19:48
E mais não disse...

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