Sábado, 12 de Junho de 2004

penalty

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Na sua última edição, a revista da National Geographic aponta para 2040 o ano em que as reservas petrolíferas se esgotarão no nosso planeta. Não será a primeira vez que estes cálculos são imprecisos. Por excesso ou por defeito. É, pois, provável que a exaustão destes recursos energéticos decorra ainda no meu tempo de vida, se eu chegar a velho. Não sei sequer começar a imaginar o que significa isto, tal a multidão de consequências que uma ocorrência destas imporá sobre a vida de todos. Estaco. Será esta apenas mais uma angústia mediática ou mais outra angústia que novamente recusarei ser, desta vez, apenas mediática? De incerteza em incerteza vamos esgotando as nossas poupanças de sangue-frio e exaurindo as reservas de esperança. Sacuda-se as bandeirinhas e jogue-se o futebol da nossa inclemência para com um futuro pleno de ambiguidades, com uma defesa incapaz de suster os pontas de lança adversários, num desafio dominado pela má arbitragem, com um ou dois golos de cabeça, na sequência de faltas gravíssimas. Sinto em mim a angústia do guarda-redes que o Peter Handke achou.
publicado por Rui Correia às 16:29
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3 comentários:
De Rui Correia a 12 de Junho de 2004 às 16:42
Um site de referência imprescindível sobre questões energéticas é este da Energy Information Administration


http://www.eia.doe.gov/
De Rui Correia a 12 de Junho de 2004 às 16:39
"Escondidos em grutas de sal escavadas ao longo da costa norte-americana do golfo do México, há 648 milhões de barris de petróleo, na Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos, um fundo de emergência para o país. Quando se é o maior consumidor mundial de petróleo e se importa mais de metade do que se consome, é bom ter um plano de emergência. Em Dezembro de 1975, em resposta ao embargo árabe de petróleo que teve lugar nos dois anos anteriores, o Presidente Ford ordenou a criação da reserva, o maior armazenamento de emergência de crude. Embora as reservas tenham sido usadas para garantir o abastecimento na iminência de um furacão ou do bloqueio de uma via marítima, só uma vez nos seus 25 anos, elas foram usadas para vendas de emergência. Foi em 1991, durante a guerra do Golfo."

in http://www.nationalgeographic.pt/revista/0604/feature5/default.asp
De Rui Correia a 12 de Junho de 2004 às 16:29
O guarda-redes observou a bola a rolar por sobre a linha... Está a ver se descobre qual é o canto da baliza que o jogador quer atingir. Se conhece o jogador, sabe qual é o canto que, de um modo geral, ele prefere. Mas, provavelmente, o jogador que vai marcar o penalty, pensa também que o jogador o está a tentar descobrir. Por isso, o guarda-redes tem de admitir que precisamente hoje a bola vai entrar pelo outro canto. Mas o que é que acontece se o jogador que vai marcar o penalty seguir o pensamento do guarda-redes e acabar por decidir atirar para o canto para o qual costumava atirar?

in A Angústia do Guarda-Redes Antes do Penalty, Peter Handke

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