Domingo, 10 de Outubro de 2004

estado de alma

silêncio, precioso é o silêncio.

o sangue afaga-o nas veias,
as palavras disputam-lhe o cérebro,
o desprezo pela pequenez da vida,
agarra-o no seu precioso modo de ser.
publicado por Rui Correia às 18:55
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3 comentários:
De Lus Filipe Redes a 18 de Outubro de 2004 às 23:55
"O sangue afaga o silêncio nas veias". Isto é uma frase indiscutivelmente poética porque nos faz pensar na relação entre expressão e conteúdo. As palavras destacam-se e levam-nos a apreciar a forma. Depois, a recensear sentidos possíveis. É a personificação do fluir que tanto redunda em vida como em morte.
De frangipani a 12 de Outubro de 2004 às 22:46
Esse poema do BB é divinal.De lágrimas, para os mais sensíveis :)
Eu tentei passar por aí, também.
De Rui Correia a 12 de Outubro de 2004 às 21:36
Por razões diferentes, no meio da defesa da minha dissertação lembrei-me de referir um dos mais importantes poemas de Bertold Brecht, um que muito me construiu e de que me recordei ao ler o teu poema. Por ser tão docemente duro: "Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. / Mas ninguém diz violentas / As margens que o comprimem."
O mesmo se passa com o sangue e o constante ferver venal dos dias. O poema do BB chama-se "Da violência". Creio que o teu, afinal, também.

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