Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2005

homo electus XV

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Não há palavras para definir a comiseração em que galopa este líder do pêéssedê. Será possível que a campanha de Santana Lopes tenha escolhido o tema musical “guerreiro menino” para ilustrar uma espécie de triste figura quixotesca? Quem, por Deus, quem terá tido a brilhante ideia de escolher esta música, esta letra, para Santana Lopes? Tudo isso apenas para justificar a gaffe dos “outros colos”, numa lógica típica do fugir para a frente?

Para sabermos do que falamos leia-se a letra do Luiz Gonzaga Júnior (Gonzaguinha):

“Um homem também chora menina morena
Também deseja colo, palavras amenas
Precisa de carinho, precisa de ternura
Precisa de um abraço da própria candura
Guerreiros são pessoas, são fortes, são frágeis
Guerreiros são meninos no fundo do peito
Precisam de um descanso, precisam de um remanso
Precisam de um sonho que os tornem perfeitos
E triste ver este homem, guerreiro menino
Com a barra do seu tempo por sobre seus ombros
Eu vejo que ele berra, eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito, pois ama e ama
Um homem se humilha, se castram seus sonhos
Seu sonho e sua vida, e vida e trabalho
E sem o seu trabalho um homem não tem honra
E sem a sua honra, se morre, se mata
não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz
não dá pra ser feliz, não dá pra ser feliz”

Isto pretende dizer o quê sobre Santana? Que é forçoso ter pena dele? Ele berra ?!… ele sangra ?!… castram-lhe os sonhos ?!… humilha-se ?!… deseja colo ?!… ama e ama?!...

“com a barra do seu tempo por sobre os ombros?!...”

Santana sente-se mesmo destinado a ficar na história?
E grita-o em altifalantes?!

Uma coisa parece certa para todos. Portugal atravessa um momento difícil. E não são moinhos de vento, os problemas que defrontamos. Todos os partidos voltam a falar de conceitos deslizantes como "unidade" e “força”. Mas a “força” de que Portugal precisa só se impõe pela integridade ética e pela visão dos seus líderes e dos seus cidadãos, não pelo músculo da potestade ou pela austeridade dos direitos de cidadania.

Não é altura para autoritarismos de alpaca e muito menos é momento para se eleger alguém por condolência.
publicado por Rui Correia às 14:02
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