Quarta-feira, 1 de Junho de 2005

notas IV

ponto final - conclusão

Para finalizar, desde cedo se impôs a esta equipa executiva a convicção pela qual é indispensável apoiar, completa e inequivocamente, todos os projectos educativos, escolares que nos sejam apresentados por professores, alunos ou por parcerias idóneas; projectos que deverão ser estimulados, acompanhados e avaliados pela comunidade.

Compreender o trabalho escolar como um trabalho exigente implica saber o que significa a palavra “exigência” e de como ela traduz sempre um duplo sentido de responsabilidades novas e recíprocas.
As sociedades mudam, as famílias mudam, os jovens mudam, o papel da escola mudou dramaticamente. Espera-se hoje da escola que consiga resultados e desenlaces escolares que nem a família, nem as comunidades, já sabem como prover devidamente. Muitos dos currículos nacionais não sabem lidar com esta renovação contínua da nossa realidade. Uma escola que insista em rotinas que preterem a renovação e a inovação, caminha no sentido da sua própria desolação.

Testemunhamos a edificação de um novo paradigma de escola; apoiar a aprendizagem dos alunos impõe uma renovação curricular generalizada que está já em curso e que trará uma lufada de ar fresco ao ambiente congestionado do “eduquês”. A liberdade é bem-vinda, mas sempre assistida com os recursos indispensáveis para aceder à cultura e à escolaridade.

É imperativo encontrar cúmplices neste mandato de autonomia e confiança institucional. É aqui que os responsáveis ministeriais são chamados a intervir. E precisam de saber algumas coisas. Devem, antes de mais, revelar um conhecimento conciso das exigências plurais desta profissão; converter-se em parentes próximos das direcções executivas das escolas. Devem ampliar responsabilidades, exigir resultados mensuráveis e providenciar uma contínua assistência; promover parcerias e partilhar experiências.

E, na verdade, esta é uma inevitabilidade; legislação recente vem dando uma mãozinha a este zelo, cada vez menos solitário. Os procedimentos digitais começam a tornar-se generalizados e mesmo preferidos pela administração pública. Mas são ainda numerosas as escolas - as pessoas - que revelam renitência em inovar, por verificarem que, ao fazerem-no, terão ainda que arriscar; muito a explicar a inspecções escolares ou direcções regionais, “instâncias superiores” que, por seu turno, tentam fazer a sua parte, acompanhando como podem e como sabem, a evolução das novas estratégias de gestão educativa. Inovações que, afinal como antigamente, quase sempre acabam por superar a qualidade e o alcance das anteriores.
publicado por Rui Correia às 02:47
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