Quarta-feira, 1 de Junho de 2005

notas III

ponto três - desembaraçar a comunicação

Um terceiro vector de intervenção remontava a uma necessidade sentida em assegurar uma comunicação eficaz e constante com a comunidade educativa, em sentido restrito e lato.
Obter tempo, inaugurar uma nova vida, criar novos hábitos que, por si mesmos, revelassem a obsolescência das rotinas tradicionais, implicava encontrar as ferramentas e os procedimentos comuns, para assegurar uma assistência confortável e válida ao trabalho docente. No fundo, tratava-se de criar um sentido de comunidade. Não pode existir comunidade sem comunicação. Este constitui mesmo um dos principais axiomas da moderna gestão. Preparou-se, então, uma série de acções que permitiram criar um fluxo operativo da informação. A sua inexistência constituía um importante obstáculo ao estabelecimento de uma rede humanizada de comunicação.

O usufruto da internet como meio de ligação entre a escola, as famílias e as parcerias tornou-se um dos pontos mais sensíveis da administração escolar ao longo destes anos. Encontrar um fornecedor credível, autónomo e seguro do serviço internet foi o primeiro passo. Estava-lhe associada a exigência de compatibilizar as capacidades de conversão de ficheiros das nossas bases de dados com as linguagens mais comuns de leitura das páginas web. Só depois de assegurada uma metodologia expedita de exportação e construção automatizada de páginas web, foi dado o passo para a apresentação do website escolar, dotado de domínio próprio, www.ebionofre.pt. A concepção deste website assentou na ideia pela qual um website escolar não é uma montra de coisas da escola ou um modismo inconsequente, como tantos outros. Compreendeu-se esta aplicação informática como apenas mais um instrumento que facilitasse o trabalho e reduzisse o tempo gasto em actividades redundantes. Assim, o website www.ebionofre.pt foi desenhado de modo a fornecer a informação que alunos, professores, encarregados de educação e restante comunidade educativa desejem encontrar. Deste modo, procurava agilizar-se os processos de comunicação e desencorajar a comunicação desnecessária e inútil. Uma vez mais: amealhar tempo. Para além de horários, composição de turmas, classificações, visitas virtuais e documentação essencial, o website introduziu alguns serviços inovadores e simples como reservar recursos educativos pela web, enviar testes directa e seguramente para a reprografia, ou redigir notícias, entre outras valências. O importante, contudo, não era inovar por inovar, mas sim assegurar informação rápida, simples, actualizada e credível. A forma como o website continuamente vem aumentando o número de hits denuncia que está consolidada a relação entre o utente e o serviço prestado.

Reforçando o vector comunicação e informação, optou-se por apostar no mais antigo projecto da escola: o jornal escolar. É manifesto que o jornal escolar constitui um factor de aproximação, concorrendo para aprofundar um sentido de pertença à escola, que muito importa robustecer, sobretudo num estabelecimento de ensino que sirva, como este serve, uma população escolar ainda muito superior ao recomendável. Produto do trabalho prioritário dos alunos, o jornal escolar conheceu desde 2001 uma importante refundação e os sucessivos prémios nacionais que vem recebendo desde então têm servido de estímulo para a sua permanente evolução. Nele se dá conta e se homenageia muito do trabalho, tantas vezes anónimo, voluntário e extenuante de professores, pais e alunos; um trabalho que importa também reconhecer e aplaudir publicamente. Neste sentido, o jornal escolar representa o interesse colectivo de ir acumulando numa única publicação oficial, a memória parcial, mas empenhada, dos dias da nossa vida escolar.
publicado por Rui Correia às 02:48
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