Sábado, 10 de Dezembro de 2005

patrão de costas

traineira.jpg


Tinha eu uns doze anitos, fui com o meu amigo Zé passear para a antiga doca da Figueira, a tentar que nos deixassem andar de barco para lá da barra. Não custou (cousteau) nada. Pedimos a quem nos deixou e pronto. Íamos nós já longe na excitação quando um grisalho patrão de costa me perguntou se podia apalpar-me o rabo, enquanto permitia que eu lhe conduzisse a traineira naquele mar alto. Como eu lhe disse que não - estava noutra onda - larguei o leme e o homem disse-nos que já não voltávamos para terra nesse dia. E que se calhar.

Ainda hoje, quando vou à Foz do Arelho ver de onde vem o mar, sempre que percebo uma traineira à distância, penso que lá dentro vou eu e o Zé, nesse adolescente enjoo de ondas. Voltámos tarde naquele dia, pois voltámos, mas nunca mais voltámos.
publicado por Rui Correia às 18:48
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