Segunda-feira, 22 de Maio de 2006

li a Lya

O livro não tem uma única ideia contestável. É insuportavelmente previsível. Não é um livro de auto-ajuda, porque não ajuda coisa nenhuma. Trata-se de crónicas curtas sem o mais remoto interesse, incoerente (pretende ser um livro positivo e tem um texto intitulado "Quem nos desgoverna" onde a autora confessa: "Não vejo saída. De momento, tenho pouca esperança de que alguma coisa melhore") e pleno de valores consensuais repetidos e repetidos com inclemência ao longo do livro. Do tipo: "Agende 15 minutos para estar com os seus" ou "ser velho não é desprestigiante", ou ainda "a mulher tem valor", ou ainda "a relação a dois conhece evoluções" e muitas, muitas, muitas repetições destas ideias. Um momento especialmente lancinante: a autora conta-nos que está a falar com pessoas que a vão escutar como escritora (Lya Luft vive, aliás, fascinada com a sua condição de escritora) e alguém lhe diz (ela confessa-o) "Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!". Cultas, há. Modestas é que talvez não. Muito mais haveria por contar sobre isto não fosse a enorme maçada que é fazê-lo.


e eu que até...
publicado por Rui Correia às 15:24
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2 comentários:
De rui a 24 de Maio de 2006 às 00:54
pois foi... uma hora perdida...
De daniel a 23 de Maio de 2006 às 14:59
eu abisei-te

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