Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

alibípede

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E agora, para gáudio de alguns, poucos, e a pedido de uma ou duas famílias divulgaremos aqui a frase que, durante este dia de greve de professores, mais se ouviu da boca dos colegas que não quiseram fazer greve. Uma boa parte deles nunca fez greve na vida:

"Não faço greve porque a escolha do dia 14, imediatamente antes de um feriado, ainda reforça mais as injustas acusações da ministra, segundo a qual aquilo que os professores querem é não trabalhar."

Fomos saber se isto é mesmo como tantos dizem e responderam-nos assim:

"São necessários 10 dias úteis para meter o Pré-aviso de greve. Depois de receber a proposta do ME, o Secretariado Nacional reuniu, de emergência, no dia 1 de Junho e, por isso, a convocação da greve só poderia ser feita para os dias: 13, 14 e 16 ou, na semana seguinte, de 19 a 23.

A 19 iniciam-se os exames nacionais e considerou-se que não havendo ainda uma decisão judicial sobre a questão dos serviços mínimos, não podíamos arriscar a que se repetisse o que aconteceu no ano passado.

As possibilidades eram então 14 e 16, porque 13 é feriado em Lisboa e em mais alguns municípios (14 em 132). Dia 16 era ponte para todo o país e foi excluído para evitar acusações de oportunismo, 14 era o único dia possível e é um dia que nos possibilita realizar uma grande Manifestação Nacional, já que uma Manifestação em Lisboa implica a deslocação de colegas que vão de muito longe (Minho, Trás-os-Montes) que chegam a casa de madrugada e que têm que poder descansar no dia seguinte - por isso é que as Manifestações se realizam habitualmente à 6ª feira."

Vá lá. De agora em diante, façam lá um esforço para que os vossos alibis de estimação tenham ao menos pernas para andar.
publicado por Rui Correia às 22:52
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