Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007

shakiras

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Fiz há dias, longe da voracidade assalariada dos jornais, a minha peregrinação à excelente colecção do CCBerardo. Se exceptuar as antologias, detesto ver exposições grandes. A beleza quer-se em doses pequenas porque a incandescência fere. Por isso deixei para ver mais tarde dois outros restantes pisos. Como sempre, deixei-me levar por duas ou três coisas – cada uma mais do que suficiente para merecer a visita – que aqui vos recomendo. Em primeiro lugar, uma primeira edição do manifesto do surrealismo do André Breton. Estar ali ao lado daquele livrinho é-me tão empolgante como para uma lojista de shopping ver passar na rua a Yvette Sangalo ou a Shakira. Outro é a instalação de um dos meus favoritos de sempre, que conheci na nova Tate de Londres a partir do “The Reserve of the Dead Swiss”: Christian Boltanski. É um exercício que sintetiza tudo o que penso sobre os três mais importantes sinónimos do tempo, coragem, memória e morte. Ainda que não seja o seu melhor exemplo - veja-se o exercício “Mes morts” – esta sua peça no ccb tem um valor considerável.
publicado por Rui Correia às 14:55
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