Quinta-feira, 4 de Outubro de 2007

polegar

Marc_Copland.jpg

Absolutamente superior o concerto de Marc Copland, Bill Stewart, Gary Peacock. Um lirismo invocando o melhor do Bill Evans, ainda que mais audaz nas dissonâncias, uma delicada sensibilidade na bateria, sem remates, livres directos nem passes longos, e - agora é para ler devagar - um som de contrabaixo absolutamente perfeito.

Converteu-se assim, num dos melhores concertos, senão o melhor, deste ano para mim (e se este ano me foi bom em matéria de concertos... ). Um alinhamento criterioso, educado, subtil, exigente e uma execução irrepreensível. Para quem goste muito de músicos, foi imperdível o sorriso de Copland e Peacock quando, num dos solos de Bill Stewart este inverte, subverte e diverte três ou quatro vezes o ritmo original, algo que é tradicional nos solos de bateria, mas desta vez com sérias probabilidades de gerar mesmo alguma desconcentração. Muito bom ver o rapaz a fintar os mestres. Sem sucesso, evidentemente. Este foi o polegar oponível dos meus concertos deste ano.


PS
E nem vos falo da companhia, porque essa então...
publicado por Rui Correia às 10:27
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