Sábado, 24 de Novembro de 2007

goleada

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Ultimamente ando a tentar provar por a mais b aos meus alunos que o mundo não é esse lugar maligno que também é e que a abnegação e a filantropia são produto da inteligência e que estão, aliás, a resultar mais do que alguma vez resultou. Talvez por causa disso e do optimismo que teima em nunca me abandonar, continua a ser aliciante ir aqui publicando os resultados desse desafio de 90 minutos (sem descontos nem prolongamentos) que me opõe a mim à vida que levo. Tudo coisas boas que nos acendem os dias. Tomo balanço para mais uns remates:

Inquirida numa conferência sobre comunicação e formação, sobre como decorrem muitas das habituais sessões de formação profissional, uma conferente cujo nome não recordo deu esta hilariante definição: "Em primeiro lugar, sempre por razões metodológicas, o formador explica aos alunos, por tópicos, como se prepara para os aborrecer. Em segundo lugar, aborrece-os. Conclui, finalmente, explicando como os aborreceu." 1-0.

Inquirido pelo inefável James Lipton do Inside Actors Studio sobre o som que mais gostava no mundo, (os americanos a copiar o bouillon de culture do Bernard Pivot) o comediante Robin Williams responde: “my wife’s laugh”. Não sei concordar mais. Ganha a vida 2-0.


Inquirido na Antena 2 sobre o que pensa da famosa asserção de Flaubert que advogava que um autor literário deve ser como dizem que é o Deus do Universo: omnipresente e invisível, Julian Barnes responde assim: “Sabe, a minha vida é uma excelente ficção. Mais do que um bom escritor, ando empenhado em me tornar um bom leitor.” E pronto. Mais uma frase que parece mesmo que é o que é. Voltou-me logo à testa a tese do Poe “Life is a dream, within a dream, within a dream.”

3-0, tudo golos de cabeça.
publicado por Rui Correia às 10:42
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