Terça-feira, 15 de Abril de 2008

diário

Não me levem a mal por citar um texto próprio, mas é cá por coisas. Em Outubro de 2004, na foz de um trabalho de anos no Conselho Executivo da minha escola, em deleite puro por ter conhecido uma equipa e um tempo admiráveis que não se repetirão, pus-me a pensar no que se seguiria e publiquei isto aqui no postal:

“A minha participação na vida da escola não será nunca a de um judicioso recolhimento. Não me sei dar a essa gravidade. Não tenho vocação para sapiente sentencioso. Conheço-me demasiadas falhas. Quem quer que nos suceda, terá uma enorme responsabilidade. Tenho muito medo que deite a perder algumas coisas cervicais que implementámos. Contará com a minha lealdade mas com a minha exigência. Só assim sei viver a minha vida e as minhas amizades; não as sei viver de outro modo. Estarei, pois claro, activo e atento. Encontrar-me-ão junto dos meus alunos, com eles, por mim. É assim, ali, que eu me sinto mais.”

Foi este o meu plano educativo individual, devidamente assinado de cruz pelo meu encarregado de educação. Estava, como se pode ler, com necessidades educativas especiais e alguma ânsia de aulas. Reparo hoje que não errei em tudo o que pensava há quatro anos. As falhas e os receios confirmam-se todos os dias. Hoje foi mais um deles. A lealdade e a exigência também. Quanto aos meus alunos, tenho coleccionado, num lugar da Internet, todas as coisas assim mais notórias que venho fazendo com eles. www.edudepo.org. Gostava que o visitassem e que o conhecessem. Faço assim esta publicidade porque sempre que preciso de ajuda para fazer melhor, peço-a. Mas, atente-se, só o faço, só peço ajuda depois de já ter feito tudo aquilo que, a meu ver, me competia a mim fazer. Cá coisas.
publicado por Rui Correia às 17:07
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