Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

cubo

Aqui há dias lembrei-me deste casalinho que, em pequenas doses de cinco minutos, me enchia a infância com um estranho universo geométrico, por onde se entrava através de uma entrada única, restrita. Da série televisiva, como me é costume, só a música me era ainda presente. Todos os episódios eram, afinal, semelhantes: uma dificuldade perturbava este mundo de volumes e arestas e os nossos gémeos heróis procuravam resolvê-la. Quando este entrave da paz parecia ultrapassado, outro obstáculo inesperado surgia, muitas vezes em resultado da solução encontrada. Resolvida a segunda contrariedade dava-se a apoteose sob a forma de um sapateado. Ora, este sapateado, que, já então, me seduzia hipnoticamente, ainda hoje consegue fazer algum efeito em mim. E isso é que é de morrer a rir. Nostalgia ao cubo.

publicado por Rui Correia às 22:17
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